O racha do jiu-jitsu pernambucano

Estado poderia revelar ainda mais lutadores talentosos se as federações que comandam a modalidade não fossem rivais...

 

Berço de inúmeros campeões nacionais e mundiais de jiu-jitsu, Pernambuco poderia ser alçado a uma condição ainda mais favorável na lista de grandes potências do país. Um duradouro conflito entre duas federações tem afastado praticantes e rompido vínculos de lutadores. Alguns, inclusive, precisam se federar em outro estado para participar de certas competições. De um lado, a Federação Pernambucana de Jiu-Jitsu Esportivo (FPJJE) - ligada à Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo (CBJJE) - acusa a "rival" de impedir a inscrição de atletas em campeonatos e de privilegiar determinadas academias. Do outro, a Federação Pernambucana de Jiu-Jitsu (FPJJ) - filiada à Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ) - se defende, garantindo barrar competidores da FPJJE por questões técnicas e de estatuto.

Segundo o presidente da FPJJE, Gutenberg Melo, há uma enorme segregação no jiu-jitsu estadual. "É importante ter conquistas em campeonatos de diversas federações para subir no ranking e adquirir experiência. Mas, enquanto estamos abertos para qualquer competidor, há cerca de três anos a FPJJ não aceita nossos filiados nos torneios. Em alguns casos, nossos atletas precisam se federar em outro estado para burlar a prática e conseguir a participação. Isso é ruim para o lutador e para Pernambuco", declarou Melo, disparando outra acusação. "Quando um atleta migra de uma academia ligada à FPJJE para uma vinculada à FPJJ, o pessoal costuma o rebaixar de faixa. Um absurdo, pois temos atletas com títulos mundiais e excelentes currículos."

O presidente da FPJJ, Derval Rêgo, admite haver empecilhos para o ingresso de alunos filiados à FPJJE. Mas assegura adotar a prática para garantir o padrão técnico. "Para participar de campeonato nosso, precisa cancelar vínculo com qualquer outra federação, filiar-se à FPJJ, apresentar documento comprovando onde treinou e quem o promoveu de faixa e aguardar um período de carência regulamentar, com média de três meses de espera", explicou. Sobre a acusação de rebaixamento, Rêgo assumiu. "Dependede alguns critérios. No entanto, dificilmente o atleta deve iniciar na faixa preta."

Duas federações, cerca de 30 associações, mais de dois mil praticantes, número superior a cem academias apenas na Região Metropolitana do Recife e crescente interiorização do esporte. Apesar da possibilidade de galgar mais evidência no cenário nacional, Pernambuco se coloca como uma das principais potências brasileiras - entre estados como São Paulo, Rio e Minas Gerais.

 

Edição de domingo, 20 de setembro de 2009

 

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/09/20/esportes9_0.asp

Topic: O racha do jiu-jitsu pernambucano

Data 06/02/2011
De Romerio
Assunto Uma vergonha ( Para PE )

Deixem de serem besta em quanto ouver essa rivalidade entre as duas federação, pernambuco só irá perder??????

 

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